Quando falamos em gestão de pessoas, somos remetidos a função de uma pessoa em específico: o líder ou gestor. Tal indivíduo tem a função e, por que não dizer, a missão de guiar e conduzir o grupo em direção a um objetivo em comum. Quando se fala em líder ou liderança a conotação de poder vem à tona. Parece que as palavras líder e poder possuem uma ligação intrínseca. Mas será que para liderar precisa-se de poder? É possível ter poder e não conseguir liderar? O que vem a ser poder? O que vem a ser um líder?
A palavra líder tem origem no vocábulo inglês “Leaden”, o qual era o causativo de “lithan”, que significava «ir» e «viajar». Corresponde ao germânico “leiten”, que, atualmente, na língua alemã, significa: conduzir, guiar, dirigir, reger e governar. Quando se fala em conduzir ou dirigir, vem à tona a idéia do gerente ou chefe. Entretanto chefe e líder são duas coisas distintas. Um bom líder pode ser um bom chefe, mas não vale à recíproca. A palavra liderar significa, em sua raiz, “ir, viajar, guiar”. Liderança tem, assim, um sentido cinestésico, um senso de movimento. Os líderes “vão primeiro”; são pioneiros. Aventuram-se em território inexplorado e nos guiam em rumo a lugares novos e desconhecidos. Diferentemente do que todos pensam manage (gerenciar) é uma palavra que significa “mão”. Em sua essência gerenciar significa “manipular” as coisas, manter a ordem, organizar e controlar. A diferença básica entre gerenciamento e liderança pode ser percebida nas raízes etimológicas das duas palavras - a diferença entre manipular as coisas e ir a lugares. O papel dos líderes é nos conduzir a lugares onde nunca estivemos antes. Já a arte de gerenciar, procura atender as necessidades e objetivos de determinada situação, sem ter a preocupação de guiar ou conduzir as pessoas, mas sim os resultados que se espera delas.
Dentro de uma equipe há um fator de vital importância: a motivação. Motivar uma equipe pode ser considerada uma das mais difíceis tarefas de um gestor, visto que as diferenças prementes em cada indivíduo tornam escassos os meios de melhor motivar. A despeito de todas as dificuldades de se motivar uma equipe, o papel do gestor deve contemplar a criação de um ambiente de trabalho adequado a execução das atividades e possibilitar um espaço de interação onde a comunicação possa fluir.
Para conhecer outras pessoas, primeiramente é preciso conhecer a si mesmo. Conhecer-se e saber lidar com as próprias emoções, pondo-as a favor das, impulsionando as atividades vem a ser um grande desafio para o gestor. Entretanto, este fator vem a ser decisivo dentro de um trabalho de equipe, a ponto de colocá-la em vantagem sobre as demais, pois um grupo emocionalmente equilibrado é capaz de exercer qualquer atividade com excelência e destreza. A inteligência emocional é uma realidade na vida de todos, mas um privilégio de poucos o saber utilizar.
Diante do exposto somos levados a crer que a liderança relaciona-se com as qualificações do líder/gestor, já o poder está vinculado ás situações que surgem no desempenho do direito do livre arbítrio, ou seja, nas escolhas feitas por cada um.
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