Viver em sociedade é uma arte: a arte de relacionar-se. Conflitos são decorrentes das relações humanas, mas a violência representa o extremo deste atrito e só poderão ser solucionadas através de políticas de reformulação sócio-econômica.
A aplicação de medidas de caráter repressivo e punitivo tem um efeito temporário e passageiro. Tal como um medicamento, afeta o sintoma e não a causa. Repreender e punir apenas acalma a situação temporariamente, contudo não solucionam o problema. Como exemplo há o caso da invasão por parte da polícia das favelas no Rio de Janeiro. Fato este forte e punitivo, no entanto, uma ação paliativa e não definitiva.
No que tange às políticas sócio-econômicas para redução das desigualdades há o exemplo dos programs de apoio e incentivo à educação como: PROUNI, ENEM, UNIPAMPA (no interior do RS), etc. Estas ações sim, tem a característica de mudança, pois trabalham no sentido de despertar o cidadão para uma nova visão de mundo, demonstrando através do conhecimento que existem outras alternativas além da violência.
Dado o exposto, somos levados a crer que a construção de uma sociedade mais pacífica depende de uma reforma social e econômica que vise primeiramente resolver uma questão: a diferença de pensamento dos cidadãos. Somente desta forma poderemos eliminar a ignorância, tratando o problema e não o sintoma
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